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“Temos uma apólice de seguro e vamos tentar reaver perdas com ataque cibernético”, diz CEO do Fleury

Dra. Jeane Tsutsui participou de live do InfoMoney e falou também sobre crescimento da plataforma Saúde iD e emissão de debêntures ESG, além de dividendos

SÃO PAULO — Mesmo tendo sido vítima de um ataque cibernético, o Fleury (FLRY3) conseguiu reverter prejuízo e fechar o segundo trimestre de 2021 com lucro de R$ 86,6 milhões. A receita bruta foi recorde, em torno de R$ 1 bilhão.


O bom desempenho, segundo a Dra. Jeane Tsutsui, CEO do grupo, é fruto da maior demanda por medicina diagnóstica no período, como exames de imagem, mas também dos investimentos que o Fleury tem feito em outros elos do setor de saúde, como oftalmologia, ortopedia e reprodução assistida, por exemplo.

A base de comparação mais fraca, uma vez que no segundo trimestre de 2020 as empresas registraram resultados fracos por causa do surgimento da pandemia de coronavírus, também ajuda na variação percentual ano a ano mais expressiva de algumas linhas do balanço.


E os testes de Covid-19 também continuam contribuindo para ampliar a receita do grupo — embora este tenha sido o trimestre com a menor representatividade no total, eles foram responsáveis por mais de 8% do faturamento bruto do Fleury entre abril e junho.

Do lado negativo, o ataque cibernético sofrido pelo grupo o obrigou a ficar quatro dias inteiros sem sistema, reduzindo a quantidade de exames realizados (apenas atendimentos presenciais com abertura de fichas manuais foram realizados). Também gerou um custo extra, indicado no balanço como não recorrente, já que o Fleury teve que contratar profissionais de TI, empresas de consultoria renomadas e reforçar seu esquema de segurança.

“Esse incidente cibernético teve uma repercussão limitada porque a gente teve uma integridade da nossa base de dados. (…) Isso nos permitiu recuperar todos os sistemas com a maior velocidade possível”, disse a CEO em live do InfoMoney. “Nós temos uma apólice, claro que a gente vai tentar recuperar isso na nossa apólice de seguros. Mas não tem como afirmar que a gente vai conseguir fazer toda a recuperação”, completou.


A live faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, em que o InfoMoney entrevista CEOs e diretores de importantes companhias de capital aberto, no Brasil ou no exterior. Eles falam sobre o balanço do segundo trimestre de 2021 e sobre perspectivas. Para acompanhar todas as entrevistas da série, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

A executiva comentou ainda sobre o aumento expressivo registrado em consultas de telemedicina, especialmente através da plataforma Saúde iD. “Nossa meta é atender um milhão de pessoas das classes C, D e E na plataforma até 2026. (…) Mostrando não só nossa preocupação com impacto social, mas também com o potencial da Saúde iD. Lembrando que se a gente não cumprir a meta pagamos multa, mas estamos confiantes de que vamos conseguir”, disse.

Jeane falou ainda que o grupo vai continuar crescendo em medicina diagnóstica, de forma orgânica e inorgânica, mas também em “novos elos da cadeia”. A CEO também destacou que o grupo pode ir a outros estados, citando a recente entrada no Espírito Santo, através de aquisições.

Outro ponto destacado foi o pagamento de dividendos, que, segundo Jeane, vai continuar sendo uma prioridade para a companhia. A CEO comentou ainda sobre o projeto Genômica, sobre a emissão de debêntures ESG do grupo, além de falar sobre a nova sede da empresa em São Paulo.


Fonte: InfoMoney

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