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Seguro viagem: para que serve e como escolher o ideal para suas férias



Contratar um seguro de viagem deixou de ser um luxo, principalmente depois da pandemia do coronavírus. Muitos países exigem dos turistas um seguro saúde e alguns determinam até mesmo a quantia mínima dessa apólice, como é o caso dos 26 países europeus que estão no espaço Schengen.


Além disso, ter um seguro de viagem serve para evitar dores de cabeça e altos gastos caso aconteça algum imprevisto durante as suas férias.



PLANEJANDO SUA VIAGEM

1 - Vale mesmo a pena contratar um seguro?


Imprevistos podem acontecer quando a gente menos espera. Alguém pode torcer o tornozelo caminhando por uma trilha, quebrar um dente mordendo umas nozes ou ficar doente bem no meio daquela viagem tão esperada. E o problema é que uma consulta médica, principalmente no exterior, pode ser salgada.


Além de ter atendimento médico de emergência e odontológico, um seguro de viagem completo pode cobrir uma volta antecipada, indenização se a bagagem for extraviada ou danificada, compra de itens de primeira necessidade se a mala não aparecer na esteira do aeroporto, pagamento de hotel para acompanhante caso alguém precise de hospitalização, despesas jurídicas, etc.


2 - Como eu contrato um seguro de viagem?


Primeiro procure referências de outras pessoas que já usaram um determinado seguro e gostaram do atendimento recebido. Faça uma busca na internet para conhecer a reputação da empresa ou se há muitas reclamações sobre o serviço prestado.


Depois faça uma cotação e leia detalhadamente cada detalhe incluído no valor da apólice. Além de empresas especializadas, bancos, companhias aéreas, entre outros, costumam oferecer esse tipo de seguro.


É importante checar também se a cobertura oferece tudo o que você precisa antes de embarcar e se há atendimento em português ou outro idioma que você fale, caso você tenha que usar o seguro.


3 - Qual é a diferença entre seguro de viagem e assistência de viagem?


Hoje em dia já não há diferença entre as duas opções porque em 2016 entrou em vigor uma resolução que unificou os dois produtos em um só.


4 - Por que os valores dos seguros variam tanto?


O preço de um seguro muda de acordo com a idade de quem for contratar, do tipo de viagem, dias de duração e o que for contratado no pacote. O destino e as atividades que serão feitas durante as férias também fazem a diferença no valor final.


5 - Quando esse seguro começa a valer realmente?


Uma boa dica é comprar o seguro desde a data de embarque e que a validade seja até um ou dois dias depois da chegada ao Brasil. Nesses casos, se o voo atrasar ou a companhia aérea mudar a data da sua volta, ao contratar o seguro por mais dias você continua com as coberturas.

6 - Vou viajar pelo Brasil, vale a pena contratar um seguro?


Se você já tiver um plano de saúde com cobertura nacional, talvez não seja primordial contratar um seguro de saúde extra.


Porém, um plano de saúde brasileiro não costuma oferecer cobertura odontológica, extravio de bagagem ou cancelamento da viagem. Enquanto que esses imprevistos costumam sim estar cobertos por um seguro de viagem.


7 - Preciso de um seguro específico para entrar na Europa?


Sim, os 26 países que fazem parte do Tratado Schengen exigem uma cobertura médica com um valor mínimo de 30 mil euros para acidentes ou doenças.


Ou seja, se você tiver viagem marcada para um ou mais dos seguintes países: Bélgica, República Checa, Dinamarca, Alemanha, Estônia, Grécia, Espanha, França, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Hungria, Malta, Holanda, Áustria, Polônia, Portugal, Eslovênia, Eslováquia, Finlândia, Suécia, Islândia, Listenstaine, Noruega e Suíça, vai precisar contratar um seguro que ofereça esse valor de cobertura, de 30 mil euros, para cima.


8 - Contratei o seguro e agora preciso usar, como faço?


Tenha sempre à mão o telefone, email, a apólice e os contatos de emergência do seguro. Também passe essa informação para algum familiar ou pessoa de confiança, antes da viagem.


Em alguns casos é preciso ligar para a seguradora ou entrar em contato via app, explicar o ocorrido e eles te direcionam para um atendimento. Em outros casos o viajante paga o que for preciso (remédios, consultas médicas, exames, etc), guarda os comprovantes de pagamento e depois pede o reembolso.


9 - Os seguros oferecem cobertura para covid-19?


Hoje em dia vários países exigem que o viajante contrate um seguro covid-19 para entrar nesses destinos. A notícia boa é que a maioria das seguradoras já está oferecendo cobertura para diagnóstico e tratamento para o coronavírus, mas vale checar direitinho os detalhes antes de contratar. "Todos os nossos planos incluem cobertura para covid-19 com despesas médicas e hospitalares, com limites que vão de 10 mil a 30 mil dólares. Essa cobertura também oferece a prorrogação automática do bilhete, caso alguém teste positivo e precise permanecer no destino depois da vigência contratada", explica Luiz Gustavo da Costa, CEO da Coris.


10 - Quero praticar esportes de risco na viagem, tem cobertura para isso?


Se a ideia nessa viagem é esquiar, andar de balão ou fazer bungee jumping, procure um seguro que inclua essas atividades nas coberturas.


Esse é um detalhe importante já que nem todas as empresas cobrem eventualidades se o viajante tiver algum acidente ao praticar um esporte considerado de risco ou de aventura. Andar de skate, bicicleta ou surfar pode ser considerado esporte de risco.

11 - Tenho uma doença preexistente, será que vou conseguir uma cobertura?


Quem sofre de uma doença crônica ou preexistente pode precisar de atendimento a qualquer momento e no exterior esses custos podem ser altos se o paciente não tiver um seguro. Em casos de urgência ou emergência em crises agudas, a maioria dos seguros oferece cobertura.


12 - Grávidas e viajantes com mais de 70 anos precisam de seguros especiais?


"Os médicos aconselham que gestantes podem viajar de avião até a 32ª semana de gravidez. No momento da contratação, é importante que a grávida apresente a documentação que comprova o tempo de gestação", diz Luiz Gustavo da Costa, CEO da Coris. Sobre o limite de idade, Costa contou ao Nossa que os produtos da Coris cobrem viajantes de até 99 anos. Mas para passageiros a partir de 71 anos de idade, há um acréscimo na tarifa sem nenhuma redução de cobertura e limites contratados.


13 - Vou fazer uma viagem de navio, preciso de um seguro específico?


Os seguros para cruzeiros são os mesmos oferecidos para os outros tipos de viagem. O que muda é que se o viajante precisar acionar o seguro em alto-mar, terá que pagar pelo atendimento primeiro e depois solicitar o reembolso pelo valor gasto. Por isso é importante pedir os relatórios médicos e todos os comprovantes do atendimento no navio para depois solicitar a devolução do dinheiro.


"Na Porto Seguro, os planos nacionais prata, ouro e todos os planos internacionais, cobrem viagens marítimas. Porém, todo atendimento é prestado apenas por reembolso já que durante o cruzeiro o segurado será atendido pelos médicos da companhia transportadora", esclarece Carlos Eduardo Gondim, diretor de Vida e Previdência da Porto Seguro.


14 - Faço um seguro para uma viagem só ou é melhor fazer um anual? Qual vale mais a pena?


Se você é um viajante frequente talvez seja mais econômico e prático fazer um seguro multiaviagens com duração de 365 dias. Obviamente o valor vai ser mais alto do que um seguro para uma única viagem, mas pode compensar por ter que contratar só uma vez.


Os seguros anuais geralmente servem para várias viagens que tenham uma duração de entre 30 e 60 dias consecutivos. Além disso, a pessoa tem que voltar ao Brasil, entre cada viagem, antes de começar uma nova.


15 - E se eu quiser ficar em um lugar por vários meses, qual seguro preciso contratar?


Nesse caso você deveria contratar um seguro de longa estadia. Essa é uma boa opção para quem tem uma viagem longa marcada, vai fazer um mochilão de volta ao mundo ou uma viagem a trabalho e vai ficar nesse país por um tempo ou pretende fazer algum curso.

16 - É possível proteger equipamentos eletrônicos, como celular, computador e máquinas fotográficas durante a viagem?


Sim, algumas empresas oferecem essa cobertura pagando um adicional. Só para ter uma ideia de valores, no Seguro Viagem Coris, esse upgrade de cobertura custa US$ 0,39 por dia, a cada mil dólares de cobertura do equipamento desejado. Se um desses bens for roubado, o viajante vai preciar fazer um boletim de ocorrência, apresentar a nota fiscal do item e outros documentos para solicitar um reembolso.


Na Porto Seguro, por exemplo, um seguro para um Iphone 11 (64GB) custa a partir de R$ 41,79 por mês, em um plano que cobre quebra, roubo ou furto simples.


17 - Tenho cartão de crédito será que posso usar o seguro do meu cartão?


Se você tiver um cartão de crédito, geralmente com uma categoria mais alta tipo gold, black ou plantinum, cheque para saber se você tem direito a uma cobertura de viagem internacional. A parte boa é que se a resposta for sim, o seguro costuma ser gratuito.

Atenção, para ter direito a esse benefício, algumas empresas pedem que a compra da passagem seja feita com esse cartão.


18 - O que um seguro de viagem não cobre?


Um seguro desse tipo não cobre, geralmente, qualquer situação que não for uma emergência médica ou urgência. Por exemplo, exames de rotina e consultas eletivas, não entram.


Além disso, catástrofes naturais, guerras ou outras pandemias (fora o covid-19), também não têm cobertura nesse tipo de seguro.


19 - O que preciso ler na letra pequena para não levar um susto na hora de usar meu seguro?


É importante ler todas as cláusulas e regras e tirar as dúvidas antes de contratar uma cobertura. Fique de olho no valor máximo da cobertura, principalmente para casos de repatriação ou internação hospitalar, que costuma ser a parte mais cara.

20 - E se eu não viajar, posso cancelar?


Alguém ficou doente e os planos vão ter que ser adiados, veja se a empresa oferece um reembolso ou um voucher para então adiar a contratação do seguro, desde que a viagem ainda não tenha sido iniciada.


Outras seguradoras vão além e cobrem também aqueles custos que não reembolsados pelas companhias aéreas e de turismo, como as taxas de cancelamento.


Fonte: UOL Nossa Viagem

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