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Seguro Rural: especialistas destacam principais cuidados antes da contratação

País conta hoje com mais de 60 modalidades de seguro rural. Advogado recomenda que produtor estude o produto antes da aquisição



Apesar do Brasil ser um dos maiores produtores de alimentos do mundo, a oferta de seguro rural no país começou apenas em 2006 e a cobertura hoje é muito pequena.

“Nós temos aqui em torno de 20% da área do Brasil segurada. Isso comparado a outros países é muito baixo. Eu acho que o caminho tem sido viabilizar alternativas de contratação de seguros , por outro lado, os créditos concedidos oriundos do governo federal deveriam ser obrigatórios para a contratação do seguro. Hoje a contratação de seguro no país é facultativa e a gente vê o caos que causa depois com alongamentos de dívidas e uma série de fatores que afetam o setor como um todo”, avalia o advogado da Hein, Buss & Sampaio Associados, Roberto Ghigino.


Hoje existem mais de 60 modalidades diferentes de seguros rurais. Entre as mais comuns estão o seguro agrícola, pecuário, de benfeitorias e produtos agropecuários, seguro de penhor rural, de florestas, aqueles que cobrem prejuízos causados por fatores climáticos indicados pelo produtor como geada e seca e também o seguro que cobre o faturamento total.


Uma das opções de seguro que já existe no mundo inteiro há pelo menos uma década e que agora surge no Brasil é o paramétrico, onde as apólices são baseadas em indicadores pluviométricos de cada região.


“Você pode usar dados de satélite, dados pluviométricos, a seguradora vai verificar o quanto choveu e quanto isso representa de perda na produção. Ele pode ser sim um seguro complementar aos seguros tradicionais, mas eu acho que não é simples fazer essa calibração entre o índice que deu lá e a perda que o produtor teve”, diz o diretor do departamento de gestão de riscos do Ministério da Agricultura (Mapa), Pedro Loyola.

O agricultor que tiver interesse em fazer um seguro rural precisa entender o que o produto que está contratando, quais são as coberturas que estão inclusas e principalmente as excluídas.


“É isso que a gente tem visto como maior parte do problema. A informação que muitas vezes o produtor não tem na contratação do seguro. Então, o produtor que for procurar seguro , busque essas informações. O seguro é um excelente instrumento custo benefício. Se você calcular o que você perde numa safra , muitas vezes você paga 20 anos de seguro, mas isso te dá uma tranquilidade muito grande num momento de problema climático”, observa o diretor do Mapa.


Se possível, o produtor deve contratar um profissional técnico para fazer o laudo para quantificar as perdas para comprovação. Antes de iniciar a colheita, ele também deve avisar a seguradora para que ela possa fazer o seu laudo também e assim os dois laudos podem ser confrontados.


“As seguradoras e os bancos estão sempre muito bem assessorados, mas o produtor muitas vezes vai por sua conta e risco para sentar com eles e fazer a negociação. Devem ser analisadas as cláusulas porque num contrato de particulares são as cláusulas que determinam o que está assinando. O produtor deve estar muito bem assessorado para acompanhar essas questões para ver o que assina. Muitas vezes a seguradora faz o laudo e o produtor na boa fé assina e depois isso gera um problema”, diz o advogado Roberto Fagundes Ghigino.

Fonte: Canal Rural

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