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  • Foto do escritorProseg Seguros

Entrar em alagamento causa perda da cobertura do Seguro do Carro


Além de colocar em risco a segurança dos ocupantes, motorista que enfrenta alagamento de forma deliberada pode ter de arcar sozinho com os prejuízos

Dica é jamais tentar cruzar área inundada, pois há risco de perda da cobertura Crédito:Werther Santana/Estadão


Casos de alagamento, que vinham sendo registrados em todo o Brasil, devem começar a dar trégua. Isso porque a previsão é de as chuvas severas deem lugar ao calor. Porém, podem continuar ocorrendo em pontos isolados. Segundo a Defesa Civil de Belo Horizonte, por exemplo, há expectativa de até 40 mm de chuva na capital mineira nesta quinta-feira (12), com raios e rajadas de vento de até 50 km/h. Seja como for, o motorista deve ficar atento para não ser surpreendido e entrar em um alagamento.

De modo geral, a recomendação é jamais entrar em áreas alagadas. Isso porque não é possível saber se há buracos ou pedras pelo caminho. Ou seja, se o carro parar, o motorista pode ficar preso. Além do risco à saúde e integridade dos ocupantes, o prejuízo financeiro pode chegar a dezenas de milhares de reais.


Se a água invadir apenas a parte do assoalho, o serviço é mais simples. Mesmo assim, será preciso desmontar o interior do automóvel, retirando console, carpetes e feltros para secagem individual. Em oficinas especializadas, essa higienização não sai por menos de R$ 500.


Fuja do alagamento


Nos casos em que a água alcança o painel, todo o cuidado é necessário para secar os módulos eletrônicos. Quanto mais sofisticado for o modelo, mais caro será o serviço. Para importados, o custo de reparo tende a ser ainda mais alto.


Ao se deparar com um local alagado, o melhor é dar meia volta. Se não for possível, só tente atravessar a enchente se a água não ultrapassar a metade da roda. Mantenha a primeira marcha e siga em velocidade baixa para não formar ondas. Não dê a partida novamente se o carro morrer para que o motor não aspire água. E se a inundação subir rapidamente, desligue o veículo e procure abrigo.


Desde o início dos anos 2000, as seguradoras passaram a incluir na cobertura básica os danos causados por enchentes. Quando o custo de reparo for inferior ao valor da franquia, há companhias que oferecem uma cláusula de assistência que cobre higienização do veículo até um valor pré-determinado.


Coberturas de Seguro


A cobertura mais comum e abrangente é a compreensiva. Nela, o veículo fica segurado em casos de colisão, incêndio, roubo e furto, bem como eventos da natureza. Dentre eles, inundações provenientes de águas das chuvas, como alagamento, e até fenômenos naturais, como terremotos, por exemplo.


Isso vale não só para empresas tradicionais. Mas também para novatas, que prometem planos mais baratos e contratação online. Na Youse, por exemplo, o seguro auto oferece a cobertura “Alagamentos e eventos da natureza”. Assim, inclui inundação, granizo, ressaca (do mar) e ventos fortes. De acordo com um texto no site da empresa, neste último a velocidade deve ser igual ou superior a 54 km/h.


De acordo com a Youse, o contratante recebe indenização integral se o prejuízo ultrapassar 75% do valor de mercado do carro. Nesse caso, o chamado sinistro é considerado como perda total.


Já na seguradora Pier, que também promete facilidade na contratação além de preços mais em conta, há a cobertura para “Desastres da Natureza”. Segundo a empresa, isso engloba todos os danos causados por raios e suas consequências. Assim, cobre “incêndio e explosão acidental, bem como submersão parcial ou total do veículo em água doce”, informa um texto no site da empresa.


Portanto, esse seguro não cobre submersão em água do mar. Contudo, furacão e terremoto também estão no pacote. A cobertura está disponível para todos os clientes que contratarem os planos “Danos Parciais” ou “Perda Total”.


Cuidados gerais


Todas as seguradoras são unânimes em recomendar que, em nome da segurança, o ideal é evitar sair às ruas com carro durante chuva forte. Além disso, o motorista não deve agravar o risco. Portanto, pode ter a indenização negada se atravessar regiões alagadas de forma deliberada.


Fonte: CQCS

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