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Ciclista assaltada no Aterro do Flamengo perdeu bicicleta de quase R$ 60 mil

Vítimas foram abordadas por criminosos enquanto chegavam para treinar na madrugada da última terça-feira


Débora Biolchini e Aline Oliveira foram assaltadas enquanto chegavam para treinar com suas bicicletas no Aterro do Flamengo; valor de uma delas chega a quase R$ 60 mil. Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo


Na madrugada desta terça-feira, um grupo de quatro ciclistas foi surpreendido por criminosos enquanto chegava ao Aterro do Flamengo. O local é usado para treinar e as pistas ficam fechadas ao trânsito às terças e quintas, entre 4h e 5h30. Depois de rendidas, as vítimas desceram dos carros e viram os criminosos levarem os automóveis, seus equipamentos e as bicicletas, que ainda estavam no interior dos veículos.

— Depois que vimos um ciclista parado na primeira vaga, estacionei ao lado, perto do monumento (a Estácio de Sá). Quando fui engatar a ré, um carro parou atrás e já desceu um assaltante usando touca ninja. Ele gritava “desce!" — narra a advogada Débora Biolchini, que estava acompanhada da filha Ana Biolchini, estudante de 20 anos, a quem a mãe se preocupou em ordenar que desembarcasse. De acordo com a vítima, os criminosos ainda conseguiram acessar sua conta bancária por meio do telefone roubado, mesmo que precisasse de reconhecimento facial para desbloqueio, aumentando o prejuízo em mais R$ 20 mil, o valor perdido.

O prejuízo de Débora é grande: só a bicicleta Madone SL, segundo ela, é "quase um carro" e custou R$ 59 mil. Devido ao alto valor, a advogada pagou uma apólice anual de R$ 3.600 de seguro, por medo de assaltos e também de danificações, pelo risco de quedas durante a prática do esporte. Já o modelo da filha custou R$ 18 mil e não tinha seguro. Equipamento profissional Além das bicicletas, equipamentos custavam na casa dos milhares de reais. Débora e a filha perderam, cada uma, suas sapatilhas; capacetes profissionais (que custaram R$ 1 mil e 1.500); os velocímetros (de US$ 400, aproximadamente R$ 2.115); e o relógio usado para medir o rendimento e suportar também as provas em alto-mar, que custou R$ 3500. Além do carro de Débora, outros dois foram roubados pelos criminosos. — Fui a última a chegar, quando vi os caras descendo, tentei da ré e já bateram a arma no vidro. Saí correndo em direção dos guardas, que disseram para ficar tranquila, que tinha um outro bloqueio à frente, mas, pelo visto, os bandidos conseguiram furar — conta a fisioterapeuta Aline Oliveira, que perdeu a bicicleta modelo Liv Avowa, que custou R$ 13 mil, mais os upgrades feitos por ela. As vítimas fazem parte de grupos de ciclistas e triatletas que treinam no Aterro, muitos assessorados por professores, que, ao todo, chegam a juntar grupos de mais de 100 pessoas naquele horário. Segundo a CET-Rio, há interdições de ruas para uso dos ciclistas em outros pontos da cidade:

  • Aterro do Flamengo (Circuito Pedro Nikolay): terças e quintas das 4h às 5h30;

  • Praia da Reserva (Circuito Guilherme Paiva): terças e quintas das 4h às 5h30;

  • Porto (Circuito Marcos Hama): domingos e feriados das 6h às 8h;

  • Parque Madureira (Circuito Danilo Diver): terças e quintas das 4h às 5h30;

  • Parque Radical Deodoro (Circuito Ventania): quartas, sextas e feriados das 19h às 22h.

De acordo com a Guarda Municipal, é ela é o órgão responsável pelos bloqueios das Áreas de Proteção ao Ciclismo de Competição (APCCs), com foco na segurança viária. No dia do assalto no Aterro, "não houve registro de furo ao bloqueio citado e nem de prisões realizadas pelos guardas municipais".

A Comissão de Segurança no Ciclismo do Rio (CSC-RJ) teve uma reunião com o 2° BPM (Botafogo) ontem e informou que conseguiu que uma viatura da PM fique próximo ao Monumento a Estácio de Sá a partir de hoje, além do efetivo em outros pontos do Aterro. De acordo com a corporação, o 2º BPM tomou conhecimento da ocorrência e readequou o policiamento para o ponto indicado, além de realizar ações conjuntas com as delegacias da área. O caso foi registrado na 9ª DP (Catete), que investiga se os assaltantes fazem parte de uma quadrilha especializada. Hoje, duas vítimas serão ouvidas na unidade. Números do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que o furto a bicicletas esteve em alta no estado. De 2021 para 2022, o aumento foi de 54%, saltando de 1993 para 3077. Já neste ano, com dados de janeiro, são 260. O número de roubos, por sua vez, caiu de 2021 para 2022: 217 para 167. Em janeiro de 2023, foram 16. Na sexta, em Ipanema Já o cirurgião Pedro Ricardo Milet prefere pedalar em Ipanema, onde o grupo começa às 4h40, quarenta minutos mais tarde que no Aterro. Ao chegar no bairro da Zona Sul na madrugada da última sexta-feira, foi surpreendido:

— Quando eu parei o carro, os caras chegaram em duas motos e me abordaram. Não tinha o que fazer, eles deram a volta na (Avenida) Henrique Dumont e o prejuízo foi grande. O médico conta que os bandidos conseguiram acessar seu e-mail e trocar algumas senhas, que já foram recuperadas. — Eu saio de casa já pronto, faltava só colocar a sapatilha no pé direito (usado para dirigir o carro automático). Fui para a delegacia de capacete e sapatilha. Segundo a Polícia Militar, todos os casos serão investigados mediante registro de ocorrência e salienta a importância de se acionar a Polícia Militar. "Além de intervir de imediato e realizar ações de varredura no perímetro, os comandos dos batalhões irão ouvir os envolvidos e readequar as estratégias de policiamento no intuito de intensificar a segurança nas regiões", informa a corporação.


Fonte: Jornal Extra

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